
Café gelado: Nescafé adere à tendência que explode no Brasil até 2028
Por: Mirian Ferreira
O café gelado Nescafé está mudando o jogo no Brasil. Em 2026, a Nestlé revela que essa categoria, que hoje representa só 10% das vendas da marca, pode saltar para 30% até 2028. Não é substituição ao café quente tradicional, mas um incremento no consumo diário, atraindo gerações mais jovens e novas ocasiões sociais.
Segundo o release oficial da Nestlé de 14 de abril de 2026, “Essa é uma mudança histórica na categoria de cafés”, afirma Valeria Pardal, diretora de Nescafé para a América Latina. Aqui, você entende por que isso acontece, como a marca planeja crescer e o que isso significa para quem ama café refrescante.
Neste artigo, exploramos a estratégia, os produtos, o público-alvo e dicas para entrar na tendência. Se você busca opções práticas para verão ou redes sociais, continue lendo.

Por que o café gelado Nescafé vira febre agora?
A Nestlé só entrou nos bebidas geladas café com Nescafé em 2023, atrás de gigantes como Starbucks. Mas o atraso virou oportunidade. Hoje, o portfólio tem 15 SKUs gelados (prontos para consumo, solúveis e cápsulas Dolce Gusto). Até 2028, pode dobrar para 30 itens.
O foco? Consumidores jovens, especialmente Geração Z. Eles querem café em momentos sociais: happy hours, praias ou posts no Instagram. Pense em frapês, cold brews e tônicas de espresso – refrescantes e instagramáveis.
Valeria Pardal explica: “Em meses de verão, tínhamos uma atuação mais reduzida, então os gelados puxam a nova categoria para frente”. Exemplo prático: quiosque em Copacabana (fevereiro-abril 2026), competindo com mate gelado e açaí.
Resultado? Não canibaliza o quente. “Se antes uma pessoa bebia três xícaras por dia, o gelado entra como a quarta, substituindo refrigerante”, diz a executiva. É crescimento puro.

Estratégia da Nestlé: de 10% para 30% das vendas
Nescafé nasceu nos anos 1930 para usar excedentes brasileiros de café pós-crise de 1929. Produzido aqui desde os 1950, hoje tem mais de 100 SKUs, com fábricas em Araras (SP) e Montes Claros (MG). Exporta para 50 países e parceria com 3,8 mil fazendas locais.
O café gelado acelera isso. Linhas como Gold (gourmet) cresceram 20% no último ano. Os gelados entram em nichos inexplorados: praia, academia, delivery. São on-the-go, prontos para misturar ou beber direto.
Como eles crescem?
- Novos formatos: solúvel gelado, cápsulas Dolce Gusto frias, RTD (ready-to-drink).
- Marketing social: ativações em praias e redes, com receitas fáceis para TikTok/Reels.
- Sustentabilidade: cafés de fazendas parceiras, apelando para jovens conscientes.
Não é só produto. É hábito: café gelado vira a “quarta xícara” diária.
Público-alvo: Geração Z e novas ocasiões de consumo
Bebidas geladas café falam com quem foge do “café da manhã caseiro”. São para:
- Geração Z (18-25 anos): 70% buscam opções refrescantes, segundo tendências Nielsen 2026. Querem postar no Instagram: matcha latte gelado ou espresso tônica.
- Momentos sociais: happy hours, academia pós-treino, praia. No Brasil, compete com açaí e mate.
- Consumo on-the-go: RTD em supermercados ou vending machines.
Diferente do quente (rotina matinal), o gelado expande o dia: almoço, lanche da tarde, noite. “Não existe canibalização, mas incremento”, reforça Pardal.
Leia também: Tendências do consumo de café 2026: especiais, experiência e sustentabilidade
Produtos Nescafé gelados: o que já existe e o que vem aí
Atual portfólio gelado (15 SKUs):
- Solúveis frios: misture com leite gelado ou água com gás.
- Cápsulas Dolce Gusto: cold brew, frappé.
- RTD: garrafinhas prontas para delivery.
Futuro: 30 SKUs até 2028, com sabores tropicais (açaí, maracujá?) e zero açúcar para fitness.
Dica prática para testar:
- Compre Nescafé Gold solúvel + gelo + leite vegetal.
- Bata no shaker para frapê caseiro.
- Poste no Reels: viraliza fácil.
Impacto no mercado: café gelado como nova força
No Brasil, café quente domina 90% do consumo Nescafé. Mas gelados crescem 25% ao ano (dados Euromonitor 2026). Competidores: Starbucks (frapês), Três Corações (cold brew).
Nestlé aposta em parcerias locais (fazendas) e ativações sazonais. Resultado? Nescafé vira “marca de todas as temperaturas”.
Para consumidores: mais opções low-cal, veganas e prontas. Para o mercado: café solúvel ganha fôlego contra premium.
Enquanto isso, ela aposta também no charme das cafeteiras Dolce Gusto:
Desafios e o que esperar até 2028
Desafios:
- Concorrência de energéticos e sucos funcionais.
- Preço: gelados premium custam 20-30% mais.
- Logística verão: estoque em geladeiras.
Otimista: “Os gelados puxam a categoria para frente”, diz Pardal. Com 30 SKUs, Nescafé pode liderar RTD gelado.
Conclusão: entre na onda do café gelado Nescafé agora
O café gelado Nescafé não é moda passageira. É estratégia para triplicar fatia de mercado até 2028, atraindo os jovens e expandindo hábitos. Com mais SKUs e ativações como Copacabana, a Nestlé reposiciona solúvel como versátil.
Para os mais tradicionais, que torcem o nariz para a novidade, vale a penas experimentar, especialmente as bebidas prontas para beber (adoro!). E se não quer sair do ritual, o método cold brew também vem ganhando cada dia mais espaço.
Mirian Ferreira
Sou uma jornalista com mais de 30 anos de carreira e apaixonada por café e aqui neste blog uso meu conhecimento técnico e meu gosto pela escrita para falar com outros coffee lovers, mostrando tudo o que acho interessante no universo do café.
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